Autor(a): Heloá Prando
Atualmente, diversos vídeos falsos, conhecidos como deepfakes, estão
circulando na internet e impactando, negativamente, as pessoas que os consomem.
Isso porque, essas postagens são repletas de informações falsas que induzem e
prejudicam a saúde da sociedade, já que simulam um cenário fictício, conduzindo o
indivíduo a acreditar na sua credibilidade e o levar a realizar ações perante aquilo.
Como síntese, é válido considerar que há vídeos sendo criados por criminosos que
denotam, na realidade, opiniões e decisões alteradas pelos criadores, os quais são
personificados por figuras importantes como médicos, cientistas, celebridades e até
mesmo políticos, de forma que sejam contundentes para o público.
Acerca dessa perspectiva, as deepfakes são capazes de espalhar boatos
sobre diversos fatores, incluindo assuntos relacionados à medicina como, por
exemplo, vacinas ou medidas preventivas. Como os vídeos são cada vez mais
convincentes e utilizam roteiros com um tom urgente e alarmista, torna-se mais
difícil para o público distinguir conteúdos verdadeiros de falsos, causando danos
graves. Com isso, é notável um aumento da adesão da população, a qual contribui
para o retorno de doenças controladas, assim como, pessoas abandonando
tratamentos prescritos ou adotando práticas perigosas acreditando em
recomendações falsas apresentadas em vídeos.
Paralelo à isso, com o avanço e crescimento dos clones de AI, o combate
contra a desinformação se expande e culmina em malefícios à saúde da população.
Uma vez que, ao consumirem conteúdos manipulados como, os atribuídos à
médicos, hospitais ou órgãos como o Ministério da Saúde e a Organização Mundial
da Saúde (OMS), os quais acompanham de indicações de medicamentos
(cientificamente não comprovados), incentivo à não vacinação, tratamento de
doenças, até mesmo vídeos vendendo cura milagrosa etc., é instalado uma
confiabilidade na sociedade acerca deste tipo de conteúdo e a desconfiança no que
é real.
Segundo a empresa de verificação de identidade Sumsub, o número de
tentativas de fraude com deepfakes aumentou 10 vezes (mais de 900%) entre
2022 e 2023 em nível global. Em alguns setores e países, o crescimento foi ainda
maior. Para mais, um estudo publicado na revista PNAS (2022) exemplifica uma precisão média em torno de 57% na detecção de rostos manipulados. Ou seja, isso representa que, a cada ano, a utilização de AI para a propagação de conteúdos falsos aumenta, e determina que, a facilidade de reconhecimento de postagens que
portam inteligência artificial tem diminuído.
Infere-se, portanto, que é possível dissertar que os Clones de AI são um
agravante para a sociedade e necessitam da atenção governamental e do
conhecimento social para o apaziguamento desta ampla corrente de deepfakes.
Pois, com o auxílio de programas organizados pelo Governo Federal e com a
idealização de ferramentas digitais capazes de identificar informações falsas
presentes em vídeos, é possível idealizar uma realidade real e não uma realidade
repleta de falsidades.
Referência:
HOME SECURITY HEROES. The State of Deepfakes. 2023. Disponível em:
https://www.homesecurityheroes.com/state-of-deepfakes/. Acesso em: 27 jul. 2026.
NIGHTINGALE, S. J.; FARID, H. AI-synthesized faces are indistinguishable from real
faces and more trustworthy than real faces. Proceedings of the National Academy of
Sciences, v. 119, n. 8, 2022. Disponível em:
https://doi.org/10.1073/pnas.2120481119. Acesso em: 27 jul. 2026.
SUMSUB. Identity Fraud Report 2024. Disponível em:
https://sumsub.com/resources/reports/identity-fraud-report-2024/. Acesso em: 27 jul.
2026.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Infodemic. Disponível em:
https://www.who.int/health-topics/infodemic. Acesso em: 27 jul. 2026.
WORLD HEALTH ORGANIZATION (WHO). Managing the COVID-19 Infodemic.
Disponível em:
https://www.who.int/teams/risk-communication/infodemic-management. Acesso em:
27 jul. 2026.
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